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Perguntas Frequentes


Aterosclerose – O que é?

É um tipo particular de arteriosclerose, muito frequente, que afeta sobretudo os grandes vasos e que está na base das doenças arteriais mais comuns, como a hipertensão arterial, a doença coronária, o aneurisma da aorta ou a doença arterial dos membros inferiores. Este aspeto é muito importante porque se sabe que as patologias do aparelho circulatório são responsáveis pelas principais causas de morte em Portugal.

É uma doença das artérias elásticas, de grande e médio calibre, e das artérias musculares e caracteriza-se pela presença de lesões com aspeto de placas (ateromas). Esta patologia afeta preferencialmente as margens externas das bifurcações e ramificações arteriais, locais onde é maior a turbulência do fluxo sanguíneo. Trata-se de uma enfermidade geral que pode envolver diferentes órgãos. Quando a parede das artérias é submetida a diferentes formas de agressão ocorre acumulação local de lipoproteínas e migração de células inflamatórias, com proliferação anómala de alguns elementos celulares das camadas mais internas das artérias. Esse processo conduz a um estreitamento progressivo do calibre arterial e tende a atingir as características elásticas dos vasos. Começa em idades jovens e tem um longo período de gestação silenciosa, pelo que se torna necessária a adoção de medidas preventivas que controlem os elementos de risco durante a infância e a adolescência.


Lombalgia – Sintomas?

A dor da lombalgia varia muito de pessoa para pessoa e na sua intensidade.   Pode ter um início lento ou súbito, pode ser intermitente ou constante. Por vezes, as lombalgias correspondem a uma dor tipo agulha ou podem parecer uma cãibra. Estas características dependem da causa subjacente à lombalgia. Pode acompanhar-se de dor que irradia para os membros inferiores. A dor tende a melhorar na posição deitada ou em repouso e, habitualmente, associa-se a rigidez matinal. Pelo contrário, a dor acentua-se com a posição sentada, com a flexão do tronco ou com o levantamento de pesos. Estar de pé e caminhar também acentua a lombalgia. O paciente pode coxear ou referir falta de força numa das pernas.

Consoante a sua causa, podem surgir outros sintomas que são importantes para aferir a gravidade de cada caso e que podem ser úteis para o diagnóstico. Assim, a lombalgia pode acompanhar-se de emagrecimento, febre, infeções cutâneas ou urinárias de repetição, entre outras manifestações possíveis. 

Os casos mais preocupantes são aqueles em que os sintomas não aliviam ao fim de três meses, os que não respondem ao tratamento e aqueles que ocorrem em doentes com antecedentes de doença neoplásica.

No caso da lombalgia inespecífica, a causa é geralmente um desequilíbrio entre a carga suportada no trabalho ou no dia a dia e a capacidade da coluna lidar com esse peso. Nesta situação, ocorre dor, mas não se identifica qualquer alteração estrutural da coluna lombar. Mesmo assim, causa uma limitação acentuada das atividades quotidianas e pode implicar incapacidade para o trabalho.


Refluxo laringo-faringeo – O que é?

O refluxo laringo-faringeo é uma condição na qual o ácido produzido no estômago reflui pelo esófago até à garganta provocando alterações na mucosa.

O ácido do estômago pode subir pelo esófago até à faringe e laringe, produzindo uma lesão química da sua mucosa que, ao contrário da do esófago, não possui proteção para o mesmo. Assim, pode-se estar na presença do refluxo laringo-faringeo, sem ter os sintomas clássicos e sem haver alteração nos exames de endoscopia habitualmente realizados.


*Os dados contidos nessa base de conhecimento são estritamente informativos, e não dispensa a consulta ou atendimento por profissional especializado na área.

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